sábado, 19 de abril de 2014

Considera-te abençoada

Chega a Páscoa e lembro-me sempre de quando era mais nova na terra paterna. Os aldeões todos em roda no centro da aldeia, ramo de oliveira na mão e aqui a citadina a olhar para o ramo e a pensar "o que é que eu faço com isto?". Ainda tentei fazer esgrima com o meu primo, mas depressa fomos repreendidos com muitos olhares e a minha tia envergonhada explicou-me que tinha de manter o ramo quieto, erguido à minha frente. Eu respondi "está bem!" e muito quietinha ergui orgulhosamente o meu raminho e depois...depois choveu água benta na tromba porque o padre não tinha pontaria nenhuma. Deverei considerar-me abençoada?

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